Meu caro Marcio
Tenho acompanhado teus escritos e o considero um batalhador, um guerreiro, diria mesmo um incansável defensor dos direitos democráticos se assemelhando a um Robin Hood dos tempos modernos. Entretanto em relação as defesas nos assuntos Petrobrás (Petros, Ambep, Aepet, etc) me parece que o enfoque está num campo de luta equivocado.A campanha do ¨O petróleo tem que ser nosso¨ é um exemplo que me parece bem significativo. Porque dessa campanha? - Estão entregando o nosso óleo às empresas estrangeiras por meio de leilões espúrios onde o que menos importa são os interesses nacionais.
O pré-sal está lá, está sendo vendido mas não é coisa que um Hugo Chaves da vida um dia não resolva. O que quero alertar e que me parece muito mais odioso e que pouca gente tem destacado, é o desmonte da nossa querida e sofrida Petrobrás. Que adianta termos a Bacia de Campos e o Pré-sal, bem como todos os outros campos de petróleo se não mais tivermos a Petrobrás?
Governos anteriores tentaram desmanchar a empresa, tornando Serviços em novas empresas, vendendo unidades e fazendo bandalhas mil para tornar o desmanche de dentro para fora uma coisa lenta porém progressiva e de um poder impossível de deter, pois não havia reação do povo e tudo era feito na surdina.
Entretanto na ocasião havia um partido que gritava e apontava as transações ilegais bem como as punhaladas nos direitos dos brasileiros. Diziam que quando fossem governo defenderiam mais ainda o trabalhador e seriam a salvação do Brasil.
Os anos passaram e o que estamos vendo é a continuidade das ações contra a Petrobrás, mas agora de uma forma muito mais sutíl e diabolicamente engendrada,(sem nenhum partido para gritar). Observe que a força de trabalho da Petrobrás é muito maior que muitas cidades brasileiras e não podem se lançar abertamente num posicionamento contra a empresa, senão seriam iniciadas campanhas em favor da salvação e haveria uma caçada ao grupo do Ali-baba. Por outro lado não podem simplesmente acabar com a empresa através de um decreto. O que fazer para acabar com uma empresa tão grande sem causar uma revolta popular?
Aí, é que está o pulo do gato; a Petrobrás incomoda, e nós sabemos o quanto e a quem, então o melhor a fazer é colocar o povo a favor dessa armadilha de destruição. O povo ganha salários de fome e sempre foi falado ao vento que os funcionários da Petrobrás ganham rios de salários e tem vantagens que só Deuses poderiam auferir. Então não podem permitir que esses magnatas ganhem mais do que já ganham! Veja como o plano está dando certo, os acordos coletivos são essa farsa que nos últimos anos só maquia pretensas vantagens mas que na verdade só trazem prejuízos.
Que jornal publica os movimentos revindicatórios da categoria? Nem de greve eles falam. Então o RH entra em cena e começa a desestabilizar o emocional dos empregados colocando em crise toda a categoria e criando uma insatisfação geral que fatalmente ira gerar resultados negativos que serão no futuro amplamente divulgados e começando a justificar a extinção de uma empresa paquidérmica que só se preocupa em distribuir vantagens a um enorme grupo de apadrinhados que não produzem nada.
O povo é o enorme contingente de empregados, eles é que serão os manipuladores do processo de desmanche, é a forma de criar uma situação onde o povo luta contra ele mesmo. Isso é o que interessa aos famintos usuários de petróleo; sem a Petrobrás no caminho , fica mais fácil para eles. Sem a Petrobrás eles passam, mas sem o nosso petróleo, não.
Assim, eles lançam a campanha do Petróleo tem que ser nosso e nos desviam o olhar de que a Petrobras tem que existir para que o petróleo sendo nosso, tenhamos como processa-lo. De que adianta o petróleo sem a Petrobrás?
Lembre-se que primeiro foi criada a Petrobrás para depois descobrirmos o petróleo.
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